Foto: Lauro Alves

Porto Alegre, 14 de maio de 2024 — O Rio Grande do Sul vive uma das maiores tragédias climáticas de sua história. A Defesa Civil do estado confirmou mais uma morte decorrente das fortes chuvas que castigam a região, elevando o número total de mortos para 148. Além disso, 124 pessoas ainda estão desaparecidas, segundo o boletim atualizado ao meio-dia desta terça-feira.

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As enchentes já desalojaram quase 540 mil pessoas (538.545), afetando significativamente a vida dos gaúchos. Conforme os dados mais recentes, 2.124.203 moradores, representando 19,47% da população total do estado de 10,88 milhões de habitantes (conforme o Censo Demográfico 2022 do IBGE), estão sofrendo com as consequências dos temporais. Aproximadamente 90% dos municípios do Rio Grande do Sul foram atingidos direta ou indiretamente, com 446 das 497 cidades enfrentando os impactos severos dos eventos climáticos.

Ação emergencial e abrigos

Mais de 700 abrigos foram montados para acolher aqueles que tiveram que abandonar suas casas devido à destruição ou falta de acesso às suas propriedades. Atualmente, 76.884 pessoas estão alojadas nesses locais, um número ligeiramente inferior ao registrado na noite de segunda-feira (77.405).

Operações de resgate e apoio

Um esforço massivo de resgate está em andamento, envolvendo 27,6 mil agentes das forças de segurança federais, estaduais e municipais, além de voluntários civis. Até o momento, mais de 76,4 mil pessoas foram resgatadas, junto com cerca de 11 mil animais domésticos e silvestres. A operação conta com o apoio de mais de 4,4 mil viaturas, 41 aeronaves e 340 embarcações, que vão desde navios da Marinha do Brasil até jet skis e pequenos botes usados por voluntários.

Como pedir socorro

A Defesa Civil reforça que, em caso de necessidade de resgate ou assistência, os cidadãos podem acionar os serviços de emergência através dos seguintes números:

  • Brigada Militar: 190
  • Corpo de Bombeiros: 193
  • Defesa Civil estadual: 199

Ao fazer a chamada, é essencial fornecer informações detalhadas para facilitar a localização e o resgate. Dados como a localização exata (com coordenadas geográficas, se possível), o número de pessoas a serem resgatadas e o tipo de resgate (se por água ou ar) são cruciais.

Os moradores também podem buscar orientações e informações adicionais junto às prefeituras e defesas civis municipais sobre rotas de fuga, locais de abrigo e outras formas de assistência.

A situação no Rio Grande do Sul é grave, e as autoridades continuam mobilizadas para oferecer suporte e minimizar os impactos dessa tragédia sobre a população.

Fonte: Agência Brasil/Silvano Saldanha – JN LIBERTTI

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