Com alta de 0,5 ponto percentual, Maricá (RJ) teve o maior ganho de participação no PIB nacional em 2021 - Foto: Prefeitura de Maricá

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe! Maricá (RJ) surpreende, indo da 354ª para a 8ª posição, enquanto Parauapebas (PA) salta da 147ª para a 22ª colocação.

A notável ascensão de Maricá (RJ) ao longo dos anos surpreende, saindo da 354ª posição em 2002 para o 26º lugar em 2020 e, mais recentemente, atingindo a 8ª posição no último levantamento do IBGE sobre a participação dos municípios no PIB brasileiro. Inicialmente baseada na agricultura e na atividade pesqueira, a economia de Maricá passou por uma transformação significativa. Atualmente, o município destaca-se como um importante produtor de petróleo, impulsionado pela sua localização estratégica diante da Bacia de Santos. A exploração do campo de Lula pela Petrobras emergiu como o principal catalisador, garantindo receitas substanciais de royalties aos cofres municipais, um montante que continua a expandir-se a cada ano.

Destaques:

  1. Desconcentração em Evidência:
    • Entre as 185 concentrações urbanas do país, 132 experimentaram uma redução, enquanto 53 viram um aumento em sua participação no PIB nacional de 2020 para 2021, reafirmando a tendência de desconcentração.
  2. Maricá (RJ) Lidera Ganhos:
    • Maricá (RJ) destacou-se como o município com o maior ganho, elevando sua participação no PIB em 0,5 ponto percentual em 2021.
    • Outros municípios que registraram ganhos significativos incluem Saquarema (RJ), Niterói (RJ), São Sebastião (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ).
  3. Quedas em Centros Urbanos Tradicionais:
    • São Paulo (SP) viu sua participação reduzir em 0,6 ponto percentual, concentrando 9,2% do PIB nacional.
    • As maiores quedas também foram observadas no Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).
  4. Concentração em 11 Municípios:
    • Onze municípios representaram quase 25% do PIB nacional, incluindo São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Manaus (AM).
    • A Cidade-Região de São Paulo manteve sua liderança, concentrando 22,6% do PIB nacional.
  5. Atividades Econômicas Dominantes:
    • Administração pública prevalece na Amazônia Legal e Semiárido, enquanto na Cidade-Região de São Paulo, os “Demais Serviços” lideram.
    • O número de municípios com a Agricultura como atividade principal aumentou de 1.049 em 2020 para 1.272 em 2021.
  6. PIB Per Capita e Diferenças Regionais:
    • Os três municípios com o maior PIB per capita em 2021 baseiam-se em indústrias extrativas, contrastando com os menores PIB per capita em municípios maranhenses com ênfase em Administração Pública.
    • O Centro-Sul exibe um PIB per capita superior à média nacional.
  7. Tendência de Desconcentração Mantida:
    • São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) lideram quedas de participação de 2002 a 2021, evidenciando a tendência de desconcentração.
    • A Cidade-Região de São Paulo continua a perder participação, enquanto a Amazônia Legal e o Semiárido ganham espaço.

Análise Detalhada:

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados referentes à participação dos municípios no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil entre 2020 e 2021. O período revela uma contínua tendência de desconcentração econômica, com 132 das 185 concentrações urbanas do país perdendo participação no PIB nacional. Em contraste, 53 municípios experimentaram um aumento, consolidando a dinâmica de desconcentração.

Ganhadores e Perdedores:

Maricá (RJ) liderou os ganhos, aumentando sua participação em 0,5 ponto percentual, impulsionado pela extração de petróleo e gás. Outros municípios fluminenses, Saquarema e Niterói, também destacaram-se com aumentos de 0,3 e 0,2 pontos percentuais, respectivamente. São Sebastião (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ) contribuíram com ganhos de 0,1 ponto percentual cada.

Em contrapartida, São Paulo (SP) teve a maior queda, reduzindo sua participação em 0,6 ponto percentual, seguido pelo Rio de Janeiro (RJ) com -0,4 ponto percentual. Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS) apresentaram quedas de 0,3 e 0,1 ponto percentual, respectivamente.

Influências Setoriais:

A análise das causas revela que municípios fortemente ligados aos serviços presenciais foram os mais afetados pela pandemia de COVID-19. A recuperação econômica de capitais e áreas com maior participação no PIB brasileiro ainda não alcançou os níveis de 2019.

Os municípios que perderam participação foram influenciados por quedas nos serviços, notavelmente nas atividades financeiras, de seguros, administração pública e atividades profissionais.

Concentração e Desconcentração ao Longo do Tempo:

Em 2021, 11 municípios responderam por quase 25% do PIB nacional, representando 16,6% da população brasileira. Esse cenário contrasta com 2002, quando apenas quatro municípios somados representavam aproximadamente ¼ da economia nacional.

São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Manaus (AM), Curitiba (PR), Osasco (SP), Maricá (RJ), Porto Alegre (RS), Guarulhos (SP) e Fortaleza (CE) são os municípios que se destacam na economia nacional. Entre 2002 e 2021, alguns municípios, como Manaus (AM), Curitiba (PR) e Maricá (RJ), escalaram posições no ranking, enquanto a Cidade-Região de São Paulo viu uma redução de sua participação.

Desconcentração Consolidada:

A tendência histórica de redução relativa da importância econômica dos grandes centros urbanos continuou em 2021. As duas maiores concentrações urbanas do Brasil, São Paulo/SP e Rio de Janeiro/RJ, somaram 23,2% de participação no PIB, frente a 23,6% em 2020. São Paulo/SP registrou o recuo mais expressivo, saindo de 23,5% para 22,6% do PIB nacional, enquanto o Rio de Janeiro/RJ aumentou sua participação, passando de 7,4% para 7,8% do PIB brasileiro em 2021.

Autor: Silvano Saldanha/JN Libertti

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Fonte: IBGE

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